terça-feira, 26 de janeiro de 2010

(u)

Veja só, o inesperado aconteceu...
Das minhas loucuras se encheu, da minha mão se desprendeu...
Veja só, o medo sempre me persegue,
Talvez pra me mostrar que o pior medo é temer!
Veja bem, ainda existe um pouco de nós em tudo,
Flores, sorrisos, poesias, números...
Sensação, da incansável perseguição,
Da vontade que anseia o coração.
Veja só, nos sufocamos e você desatou o nó,
Nos permitimos estarmos juntos, mesmo estando só.
O silêncio é a pior companhia, silêncio é o que agonia,
Veja só, brigamos com todos, agora brigamos a sós,
Fugimos de tudo, pra no fim fugir de nós.
Veja bem, no fim de tudo isso, em suas mãos ainda me tem,
Escrevendo pra que você possa ler,
Cantando não vai me esquecer,
Lágrimas secam, as mesmas lágrimas daquela mesma canção.
Veja só, espero pra ver se volta,
Se tranqüiliza essa minha revolta,
Espero somente por falta de ação,
Espero a outra metade do meu coração.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Encher-se de incertezas,
entender o incompreensível,
Estar só entre milhões de pessoas,
querer apenas ver teus olhos num mundo tão cego
Cego que tudo vê, que tudo critica, que a nada desatenta.
Querer contar e sentir a voz calar,
sentir pessoas a te condenar,
querer sumir para não assumir,
Dizer que acabou e sentir no peito apertar a dor,
não ver-se sem,
Juntar palavras, tentar explicar,
Juntar pedaços e tentar colar, regenerar...
Querer por perto e não ter sinal,
Cobrar demais e não 'pagar'.
Querer dizer sim, dar uma chance ao não,
Fugir e não resistir...
Tentar buscar em mim o que falta em nós,
Encontrar pedaços do que ficou lá atras,
viver cada vez mais tentando ajustar,
Sonhando em não acordar,
Ou acordar somente pra ver
Que tudo isso é grande demais pra morrer!