segunda-feira, 11 de junho de 2012

Como fica agora?!

Então é assim? É assim que fica agora?
A música tocando no rádio e você mudando de estação, e as estações lá fora modificando, mas ali dentro tudo permanece igual, a sensação de sentir o que nunca foi dito, só desejado.
As doces ilusões que você mergulhou agora te afogam, e as mãos ausentes não mais te afagam.
Então é assim, virar as costas e partir depois de tanta coisa, de tanto mundo nosso, só nosso. Eu vou sentir sim, vou sentir cada brisa diferente, com gosto do adeus não dito, vou sentir saudade da nossa vontade de permanecer igual, e ao passar ali vou sentir aquela noite fria novamente ardendo aqui dentro.
E a saudade, meu bem, é coisa que passa com o tempo, esse mesmo tempo que você me ensinou a confiar.
Vou fazer prosa, canção e melodia, vou sorrir feliz se lhe ver nos meus dias, mas por enquanto assim  ficamos, você lá, embarcando nas desventuras da paixão, e eu aqui esquecendo o amor de estação.



And since you've gone it's just another day

terça-feira, 5 de junho de 2012

Revolta da Saudade!

Escrevo pra você hoje *meu bem, sinto sua falta sim!
Em dias claros como este, lembro-me bem de tudo que imaginávamos sentadas no topo da laje congelada das manhãs lageanas, quem diria que iria enfrentar o escaldante calor de Salvador?
Hoje me peguei lembrando de tudo, sonhei com um filme, amanheci com a nostalgia, mas foi a boa nostalgia, a da saudade de bons tempos que não voltam, porque você talvez não volte.
Eu acordei pensando em tantas idas e vindas que a vida já deu, e de tantos que já foram prometendo voltar, e dos que voltam sem querer ficar.
É engraçado esse 'dom' se assim quiser chamar, pensar inocentemente em coisas aleatórias e depois de um tempo ver tudo se firmar. "Eu disse, eu disse", na verdade eu sempre disse tudo o que pensava, mas dessa vez prefiro guardar pra mim, me guardar em mim.
Numa de suas ultimas cartas você me disse que eu deveria estar disposta, eu estou agora, sinto que tudo o que me dizia era tão certo e me trazia a melhor sensação do mundo, a da compreensão a da mão estendida, do abraço quente, e dos conselhos sábios, e hoje em especial eu sinto tanto a sua falta, e se eu pudesse desejar alguma coisa, desejaria que você nunca tivesse saído do meu lado.
Sabe, do seu jeito tranquilo de explicar o mundo é que eu sinto saudade, eu só queria sentar na escada e jogar papo fora, e sentir aqui dentro queimar, arder e aliviar.
Hoje, eu queria te contar de como estou bem e feliz, queria te dar a certeza que você sempre quis, eu aprendi sim a encarar a me erguer, devo grande parte disso a ti e as boas pessoas que estiveram ao meu lado, a alguém que viveu ao meu lado por um bom tempo, e assim como você, me trouxe as melhores coisas do mundo, e como você também partiu mas vive aqui em forma de prosa, poesia e saudade.
Eu lembrei em especial das 'borboletas' e das boas histórias que você contava, acho que estou fragilizada hoje, e é tudo isso, a saudade me encurralou mais uma vez, e eu só queria abrir os olhos e te ver aqui.

"A gente pode conversar

Sobre o que há de mais sagrado
Ao mesmo tempo
Cometer os maiores pecados
A gente pode falar de liberdade
Sem sair da prisão
Pode falar sobre o céu
Sem tirar os pés do chão"



segunda-feira, 28 de maio de 2012

Legado.

Já era hora de ouvir falar seu nome em vão, se referiram a ti como se a mim coubesse explicação. Foi-se embora na garupa de um caminhão, levou na trouxa roupa pouca, histórias e canção.
Mas não sabia o pobre homem que na verdade o que eu contei era mentira.
E seguia o seu percurso sem olhar pra trás e lhe custava entender que não voltaria ali jamais, cabeça erguida, passo firme e pensamento vago, lembranças de saudade das noites frias e dos afagos. Deixara o velho amor um pouco de lado, foi viver a vida dupla que sonhara desde menino, matutando foi-se a noite toda em desatino, em desatino e desabafo consigo, comigo e com quem mais topasse no caminho.
Caminho torto, eis a vida dando show, contornando, girando e tudo se encaixou. O velho homem somente dissera que tudo na vida há momento certo a quem não se desespera, e se o que aspiras não vieres não chores ao que talvez não tenha lhe derramado o mesmo.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Imóvel.

Perdeu-se na leitura da estória pelos borrões que as lágrimas haviam causado no bilhetinho, assim o chamara, apesar de ser apenas um pedaço de guardanapo. Sempre fora sensível, exageradamente por vezes.
Diferente das vezes anteriores não houve vestígios de tristeza e nem sombra de dúvidas que não queria mais nem ouvir falar no assunto, nem ouvir, nem ver, nem ler, nem saber, gostaria apenas de viver ali, no seu pequeno mundo resguardado de todo mal.
Enquanto esperava o ônibus, pensou e repensou. Abriu a mala, escolheu mais uma carta para 'apreciar' durante a longa viagem, guardou-a no bolso interno da jaqueta e embarcou.
Fechava os olhos e sussurrava a si mesma de que estava se dando uma chance, tentava se convencer de que não iria errar novamente. Nas paradas da viagem, o drama se repetia, o telefone não tocava, a voz do outro lado da linha não atendia. A poltrona vaga ao seu lado, deixava-a ainda mais apreensiva, foi quando abraçou o sono e acordou já no seu destino.
O telefone tocou, a voz respondeu, aliás respondeu olhando-a parada em meio a pequena rodoviária, e seguiu em direção a ela com o telefone no ouvido e um sorriso na boca pintada.
Abraços calorosos e nada de formalidades, a única novidade era o sentimento da presença.
Foram alguns poucos dias, afundando-se no sofá entre conversas, risos, e tudo de bom que o momento oferecia, a tv ligada e o mundo parando em segundos infinitos, o caos lá fora contradizia a calmaria ali dentro, lá dentro, no mais profundo sentido.
Já não lembrava mais de nada, se desprendeu do que havia trazido, era uma pessoa nova na cidade grande, não sabia o que deveria sentir, mas o sorriso pela manhã já a confortava, lhe assegurava que poderia sentir, porém não.
Chegado ao fim dos poucos e infinitos dias, o embarque foi marcado por lágrimas e promessas, promessas ouvidas outrora, de que iria atrás, iria fazer acontecer de novo.
Sentou-se na poltrona de número bastante sugestivo, e perdeu-se mais uma vez em lembranças, buscou no fundo da mala mal feita as cartas que tinha levado, buscou expressar algum tipo de sentimento, estava imóvel porém, endurecera, talvez fosse o sono.
Queria evitar o assunto, mas não pudera fugir da realidade, já pisou em terra firme e soube o que se passava, o que sentia, o que queria, e nada disso incluía o belo sorriso que conhecera lá na cidade grande, por mais que tentasse impor isso à si mesma.
O sentimento de fracasso veio logo, a possibilidade de ter novamente tudo que planejou também. Perdeu as contas de possibilidades e planos em sua mente persistente, perdeu-se no mesmo lugar em que era fácil se achar, no seu próprio pedaço, naquele abraço antigo das noites frias.
Enfim, voltou pra casa do mesmo modo que foi, só. Consigo só a incerteza do amanhã e do depois e depois. Aprendera contudo, que nada é mais intrigante do que pensar no 'e se...', e foi eliminando as possibilidades da cabeça, e foi varrendo as cinzas, costurando os buracos e se trancando de novo no seu mundo.




"Dê-me seu relógio que eu quero saber, quanto tempo falta para lhe esquecer"




sábado, 31 de março de 2012

Luz, Câmera, Adeus!

O teatro mágico, de personagens bipolares,
cenas e atos repetitivos e nostálgicos,
atores cansados de reviver as tragédias e sorrir as mágoas,
Chegadas e partidas tão metódicas que nem dão vez ao 'por vir',
Você pensa subentender, mas o labirinto te prende.
A cegueira é freguesia na casa, pra'queles que ainda se chocam com o óbvio.
Fogo no cenário e frio debaixo dele,
um 'NÃO!' ecoando nas caixas enormes do salão tão sóbrio - sombrio-
atores e platéia num mesmo ritmo, na mesma risada e na mesma sensação de prazer voraz,
Mas, as luzes se acendem e o que se vê são retratos e retratos do ato tão monótono, que a cada dia vai esmagando uma porcentagem pequena do que ainda quer sobreviver.

segunda-feira, 26 de março de 2012

A voz gelada e a mão trêmula ?!

É saudade, é má vontade,
é tristeza recalcada, vontade resguardada,
noite de afago, silêncio matinal,
entreolhares, entrelinhas.
Passado, presente, cruzamento involuntário,
passos decididos, retorno incerto,
a voz trêmula e a mão gelada,
o sussurro doce, e o grito cortante,
o vazio do nosso espaço, o dia cheio de lembranças,
pensamento voando, as horas se arrastando,
um diário de desejos e uma caixa de silêncio,
um tormento, e um incenso aceso no quarto,
uma prece, que a saudade vá embora,
leve, entre outros, a dor e a memória,
vá já se embora, que aqui não lhe convém mais ficar,
Dia vago e barulhento, já não se ouve os alheio,
somente ficou a voz trêmula, na memória gravada,
a mão gelada, registrada no arrepio da noite
perdida nos dias do calendário.

quinta-feira, 1 de março de 2012

moments.

Calmamente passou o linkpaper por cima
da letra cursiva, do papel decorado.
Dobrou cuidadosamente, e com estilo,
arremessou-o na lixeira.
O pedacinho mal cortado que havia destacado
guardou no bolso, pareceu insignificante,
mas ali haviam momentos,
contados num refrão.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Today.

É pesada, toda essa verdade que ninguém nunca disse,
todo esse nada que se intensificou,
sufocante agonia de carregar consigo o desconhecido
de esperar o dia que não foi prometido,
Mas hoje é o meu melhor,
hoje é o melhor, sem esperar nada mais.
Sem corridas desesperadas, sem desencontros,
hoje é o melhor, vou viver pra mim,
deixar a chuva molhar meus pés, e mostrar que tenho chão
sorrir ao espelho e caminhar com a sombra.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Fantasioso.


Um jeito misterioso de fantasiar segredos que não existem,
e um lado até então desconhecido,
- conheci naquela noite.
Um amor que me abriga, mas obriga a não deixar partir,
não parte saudade, e predomina vontade,
sincera vontade de ir, mas de impedir que se vá.
Um filme se eu fechar os olhos, e um disparo único quando os abro.




Foi assim que saiu da minha vida, contando os passos e sem olhar pra trás.
Em cada passo de distância, um aperto no coração. Senti-o despedaçar em pequenos pedaços lentamente, pedaços que eu não poderia juntar, não naquele momento.
As marcas ficaram, na areia molhada da praça, na calçada que trilhávamos, na casa vazia e aqui dentro, a sua ausência se tornou tão imensa que deixou de caber só em mim e nos meus dias cinzas, se espalhou por todos os cantos.
O tempo passou, rastejando, mas passou, como diriam que iria acontecer, e eu abri meus olhos como quem abre uma janela num dia claro de verão, tipico verão de praia artificial.
A maquiagem acabou, e a máscara caiu, assim como os assuntos inacabados se desfizeram no nada, como a vontade se resguardou, e a vaidade cansou.
Pode ser verdade, deve ter chego mesmo o final, a outra hipótese é
que você até desejava voltar, mas apenas esqueceu o caminho ou resguardou sua vontade junto à minha.
Regras ditadas por inconsequentes, e um jogo que não leva a nada, tragédias e esquecimentos que parecem enormes, mas somente na cabeça de quem os fantasia.
Veja só, nossos nomes na velha árvore já não existem, aliás, o que fizeram com a árvore? Certamente virou pó, como as juras que fizemos, como os poucos dias qu
e tivemos, como algo realmente frágil e fácil de acabar.
O tempo azedou, não há mais expectativas, as marcas porém ficaram na areia do parque desde então.






domingo, 8 de janeiro de 2012

Pedaços.

Juntando pedaços que nunca me pertenceram,

e fixando idéias na cabeça diariamente,

Seu sorriso na estante, num instante se tornou tão raro,

as cores lá fora mudaram,

nada modificou aqui dentro, porém.

Ela vive em mim, a esperança, acho que perdeu seu lar e achou conveniente me visitar

diariamente, volta e meia trás com ela a solidão para uma xícara de chá.

Procurando motivos, desculpas, assuntos inúteis para uma conversa tímida,

ganhando migalhas e satisfazendo-me com isso,

Pensamentos soltos, já é madrugada,

passos solitários pela mesma calçada,

olhar para os lados e dar a mão às sombras.

Ontem choveu, mas podemos criar um sol no céu cinza hoje,

ou podemos brincar de sério e perder mais uns dias,

desfazer a poesia que cantavamos num refrão,

podemos levar tudo ao pé da letra e fazer desfeita ao coração,

ou imaginar que tudo um dia volta, então.

juntar os pedaços e acertar o relógio,

deixar o mundo girar, a vida se encaixar,

e carregar consigo a certeza de que ontem valeu a pena.





'Subtamente se afaste.'

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Mundo Lúdico.

Um arco-íris cintilante,
um mar de águas que desaguam no abismo,

o abismo de medo, desse mundo lúdico

que eu mesmo criei pra sair dos dias de sobriedade,

pra distrair a saudade que cai sobre mim em forma de chuva fria,

refresca na mesma medida que faz mal,

Mas vamos vivendo, disfarçando a verdade,

escondendo a saudade debaixo de olhos baixos,

Vamos seguindo e com a mentira sorrindo, fingindo não estar só,

dando as mãos à solidão e idealizando ser um par,

e presos nesse mundo fantasioso, fazemos os dias durarem mais,

revertemos o desespero, façamos tudo com exagero pra nos sentirmos melhor.

Mais abraços preenchidos, e menos noites vazias,

mais sorrisos sinceros e menos covardia,

mais amor, do que dor,

a mesma dor que cega e cala, a dor que vai esmagando aos pouquinhos,

mais dias no ano, mais primavera e verão,

eu quero mais, bem mais desse mundo lúdico,

menos realidade e mais ficção,

menos teoria e mais coração,

E amanhã, quando eu for me deitar, quero estar de novo lá,

no meu mundo inventado,

que me protege de qualquer sombra,

e que me assombra por ser tão perfeito.






quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Caminho Torto!

Pelo caminho, tropicando,
devo ter esquecido-me de amarrar bem os sapatos,
ou como dizem, devo ter 'dois pés esquerdos',
o fato é que sei para onde seguir, mas não faço idéia de como começar.
Um abraço, um sorriso, um pedido,
e eu acabei cedendo, é mais forte, entende?
Também já não faço questão,
quero que acabe esse dia, que chegue o clarão,
que leve embora essa escuridão e todo esse sentimento vago,
quero também um afago, pra lembrar dos tempos velhos,
aí já não quero mais nada, já vou indo,
seguindo, nessa estrada com dois pés tortos.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

LadOaLadO

Já não havia pra onde correr, decidiram então cada um ir pro seu lado, trilhar seu próprio caminho. Mal sabiam que a vida os levaria sempre ao mesmo ponto, como num reencontro desses filmes bem clichês. Noites frias, conversas cheias da nostalgia, e uma cobertura espessa de saudade, era vísivel, seus olhos expressavam bem a agonia de estar distante de certa forma, de querer e não ter, querer e não poder esquecer.
O tempo foi companheiro, digo, em partes. Se fez necessário, mas pisou firme, machucou quando pôde.


[Bom, ela nao vai lhe contar isso tao cedo, e que não saia daqui, mas toda noite quando vai se deitar, carrega consigo um pedaço seu, nos seus sussuros eu consigo ouvir seu nome em pequenas preces, e os sorrisos deixam claro que é de voce que fala, ela pede que seja breve, que não se prolongue, que o tempo seja justo e que ela possa ser tolerante.]


Um foi pra um lado e pulou no primeiro bonde que passou, olhou várias vezes para trás, mas seguiu. O outro lado também, não perdeu tempo, não deixou 'ficar pra trás', porém pulou cedo demais pra fora, ficou deslocado novamente.

Hora bem, outras nem tanto, o tempo voou, mas cada minuto foi sentido intensamente, a estrada foi longa, mas a convicção veio ao fim de tarde, já era hora dos pequenos passageiros voltarem ao ponto de partida, desfazer tudo como um relógio andando pra trás, como um vídeo sendo voltado de trás pra frente.

E o desfecho não se sabe, é um caminho muito longo, melhor sentar bem acomodado pra ver no que dá, mas que seja pra valer e que siga pelas melhores trilhas possíveis.







'mas, o verdadeiro amor espera, uma vez mais.'

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Breve.

Tão breve tornou-se apenas lembrança,
não houve como evitar,
as mãos estavam muito ocupadas segurando algo que mais tarde tornara mais importante.
Agora eu queria que você estivesse aqui,
As vezes somente as suas palavras acalmariam um dia conturbado,
seu timbre, sua voz.
São coisas pequenas que fazem falta,
suas roupas jogadas pela casa,
seus versos, conselhos, seu colo,
até o seu silêncio.
Tempo, seja breve.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Saudade!

Saudade cortante,
de tempos passados,
muito bem guardados, na memória de quem os tem.
Saudade massacrante,
de tempos distantes, onde sorrir nunca foi pecado,
e onde querer bem não significava algemar-se.
Saudade do ontem, do hoje que passou tão rápido,
saudade até do que ainda não vi, nem vivi,
saudade veio firme,
se enterrou e disse que não vai embora cedo,
Saudade, o que te cura,
se não a loucura do tempo que insiste em se arrastar?

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Persistência.


Tocou o telefone no meio da madrugada, e uma voz triste do outro lado da linha disse que ainda sentia saudades.




Saiu quieta, apagou as luzes e deu passos cuidadosos em direção a porta. No meio do caminho pensou por várias vezes em voltar, se realmente ainda haveria alguma chance, e foi.
O frio de agosto, a chuva de terça, a escuridão do passado, era uma parte da sua história que preferia manter como havia ficado, em pedaços, pequenos fragmentos contando histórias grandiosas, de noites sem fim e adeus dados sem vontade.
Em cada degrau que descia, se perguntava se estava fazendo a coisa certa, se deveria mesmo dar uma chance, mas persistiu.
Não deixou nada, nem telefone, nem endereço e muito menos notícias de pra onde iria, somente levou algumas coisas, roupas, pertences, e toda a nossa história.
Recolhi algumas roupas velhas, juntei os discos do chão e tentei coloca-los em ordem, coisa que fiz horas mais tarde comigo mesma, afinal havia se passado tempos, e nada além da sensação de impotência e falta de vigor.
Seguimos o curso, eu aqui e você, sei lá onde, seguimos, espero.
Toda noite vozes silenciosas me diziam que você iria voltar, com um olho no relógio e outro no telefone, eu esperei.
Tentei refazer a cena daquele dia, refiz o seu trajeto, mas não consegui captar a sua rota, nem o porquê da sua partida, mas permaneci ali nos mesmos degraus que você desceu sem saber se queria voltar. E acho que por cansaço ou ressaca moral, acabei dormindo por ali mesmo, quando ouvi algum barulho que eu esperava há tanto tempo, tocou o telefone no meio da madrugada, e uma voz triste do outro lado da linha disse que ainda sentia saudades. Ao fim da conversa, desliguei o telefone e corri até a escada na esperança de vê-la subindo novamente, mas foi persistente, ligou mesmo pra deixar a saudade ainda maior.


ainda tem você na sala (♪)

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Someone Like You ♪

I heard that you're settled down
That you found a girl and you're married now
I heard that your dreams came true
Guess she gave you things I didn't give to you

Old friend, why are you so shy?
Ain't like you to hold back or hide from the light
I hate to turn up out of the blue uninvited
But I couldn't stay away, I couldn't fight it

I had hoped you'd see my face
And that you'd be reminded
That for me it isn't over

Never mind, I'll find someone like you
I wish nothing but the best for you two
Don't forget me, I beg
I remember you said:
"Sometimes it lasts in love, but sometimes it hurts instead"

Sometimes it lasts in love, but sometimes it hurts instead, yeah

You'd know how the time flies
Only yesterday was the time of our lives
We were born and raised in a summer haze
Bound by the surprise of our glory days

I hate to turn up out of the blue uninvited
But I couldn't stay away, I couldn't fight
I had hoped you'd see my face
And that you'd be reminded
That for me it isn't over


Nothing compares, no worries or cares
Regrets and mistakes, they're memories made
Who would have known how bitter-sweet
This would taste?

Nevermind, I'll find someone like you
I wish nothing but the best for you two
Don't forget me, I beg
I remember you said:
"Sometimes it lasts in love, but sometimes it hurts instead"


Sometimes it lasts in love, but sometimes it hurts instead, yeah





Adele, I love you *-*

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Aos 15. [1]

[eis que surgem páginas riscadas num caderno velho]


Hoje senti vontade de escrever, já não me sobra tempo nem pra conversar com os meus amigos antigos.
Esse ano eu mudei de escola, e confesso que me sinto deslocada, me sinto perdida pois não conheço nenhum professor, ainda não fiz amizades e pareço uma estranha perdida na turma que parece se conhecer muito já.
Tenho 15 anos, e uma cabeça virada em um turbilhão, eu assumo que não entendo mais nada daquilo que eu tinha certeza, e assumo que tenho medo de tomar decisões que na verdade ME tomam.
As vezes eu fico deprimida, mas é comigo mesma, me tranco nos meus livros e na minha esquisitisse, faço de conta que está tudo bem, eu não sei dizer não, eu arrumo amigos em dias de prova.
Sei que estou falando por estar em um dia ruin, eu sinto falta dos meus amigos, mas eu já pude sentir que as coisas realmente mudam e isso é duro, eu sei que eu vou ter que aprender a lidar com isso, isso de as pessoas tomarem seus caminhos e acabarem te colocando na página das lembranças, no 'dias atrás' de suas vidas. Eu nem sei o que pretendo escrevendo esse monte de babaquices, pode ser que daqui a um tempo eu leia isso e pense 'como eu mudei' ou que veja que tudo está igual, ou talvez eu rasgue quando terminar de escrever, não sei.
Dizem que nós, adolescentes estamos na fase transitória, estamos desenvolvendo nossa personalidade, espero desenvolver bem, não quero ser uma adulta problemática, uma nerd transtornada ou uma zé ninguém, quero somente entender isso, isso de 'opções' e eu nao tenho nem idéia de por onde começar.
Eu não sou completamente maluca, tenho meus amigos fiéis, tenho uma auto estima boa e muita gente gosta de mim, o problema é comigo mesma, com os meninos, meninas, com essas coisas, com essas 'fases'. Eu não conheço nada sobre relacionamentos, só gostei de uma pessoa até hoje e nem coragem de contar isso eu tenho, mas ultimamente as coisas tem se complicado.
Eu só espero me entender logo. Essas mudanças me deixaram ainda mais transtornada, pois eu passo muito tempo sozinha e esse tempo me deixa livre pra pensar nesse tipo de coisa, coisas que ainda tenho vergonha de contar pra alguém :$
É, já me sinto mais leve, talvez isso caia na mão de alguém que queira me entender, mas por enquanto vou fechando o caderno, vai que cai em mãos erradas ;)


segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Escrevi, pintei, guardei.

Hoje eu escrevi, cartas que não pretendo abrir.
Escrevi no meu diário secreto,
falei da minha solidão, de como me sinto no deserto,
Escrevi cartas, que você nunca vai receber, mesmo sendo endereçadas a você.
Escrevi um desfecho pra esse buraco que não fecha,
pintei bordas coloridas nas sombras que me assombram
e pintei um sorriso desbotado no rosto.
Planejei a minha fuga temporária do mundo,
Pensei na minha trilha, e no adeus que não gostaria de dar.
Escrevi, mas tranquei.
Há tanta coisa entulhada aqui,
tanta coisa que já não cabe em mim.
Então, eu espremi, eu escrevi.
E não, não pretendo mais ver, tocar, sentir,
o adeus vai doer,
mas vou deixar ir.

domingo, 14 de agosto de 2011

.

Dizem que você anda por aí, destruindo o que se diz forte,
e que agora você mudou de turma,
que escolheu andar por um lugar mais escuro,
então me diga que você não sacrificou o que ainda existia de mais puro?
Diga que pelo menos isso você respeitou.
Eu quis me enganar, mas agora eu enchergo,
Você mudou demais, e as nossas conversas jamais serão sensatas como eram,
Você virou um monstro, mas isso só machuca você mesmo,
a sua guitarra virou uma arma então?
E onde está seu coração?
Você faz mal a si próprio querendo bancar o sabe-tudo,
você esta acabando com o que ainda existia,
e se houver saída que seja pra bem longe de tudo que ainda está intacto,
você quebrou regras,
você fez coisas que disse que jamais faria,
e eu vi meu orgulho se transformar em ódio,
você me machucou,
mas o pior mal está por vir,
assim você só tortura a si mesmo,
você está se destruindo e isso é lastimável,
você era alguém que anteriormente eu queria ser, mas agora você se tornou exatamente o oposto.
Todos estavam as seu lado, mas você não soube ver,
escolheu o caminho mais difícil, mas você nem sente isso não é?
Estar lúcido virou algo raro na sua vida, você se acabou,
mas você não vai levar o que sobrou,
vá sozinho pra esse abismo que você escolheu,
meu orgulho virou ódio naquela noite,
você é um pedaço de mim que sangra,
você é tudo que eu preferia fingir que nunca aconteceu,
não nos olhe como se não tivessemos tentado, o esforço tinha que partir de você também, isso dói, isso de você vir dizendo palavras fortes e machucando quem nunca lhe fez nada, mas você nem ao menos está lúcido, está?
Sabe, quando você vai embora tudo volta ao normal, as coisas voltam a ser boas, então não estrague o que é forte. Se você não é capaz de sentir o amor, não destrua quem ainda o sente.
Logo você, que se dizia tão ciente disso, cadê a sua memória agora? Cadê o seu respeito? Cadê o antídoto pra tudo isso?
Sabe, quando você chega uma nuvem negra se aproxima e as piores coisas rondam a casa, a minha cabeça, e nada parece ter sentido, quando você chega meu amor próprio some, você me deixa mal, você acaba comigo, você fala palavras que saem sem sentir, mas machucam como nunca, então você diz fazer mal, diz que vai voltar, mas o pior ainda está por vir.
Você é uma parte da minha memória que rasga o meu coração quando eu lembro, você era meu ídolo cara, mas hoje você me faz chorar.
O pior de tudo é ver que foi ilusão, mentira. Ver que minha base forte se corrompeu, e isso é o tipo de marca que a gente NUNCA esquece.
Eu só rezo pra que tudo se conserte de vez, do melhor jeito possível, eu rezo pra que nenhuma tragédia aconteça e pra que você amadureça, que não esqueça de onde veio e de tudo que disse. Que você acredite que é possível mudar, que você aceite a ajuda de quem vier, e que você possa viver de verdade. Que você largue toda essa porcaria e vire gente, gente integra como você era, que você possa ser ao menos metade do que pensei, que você se 'regenere' e que você seja amigo de você mesmo, se ajude a sair dessa.
Que você faça isso parar e não machuque mais ninguém.

(w)