quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Mentira!

Eu já disse e não vou mudar,
não tenho conduta pra fugir do meus princípos
e quem contou mentiras desde o início sempre foi você
veja só, tudo está como deveria ser,
eu cá você lá, e assim que vai ficar,
eu já não tenho saco pra te aturar
não tenho duas caras pra lhe agradar,
o teu sorriso é mais manjado que promessas eleitorais,
a suas palavrinhas copiadas de frases de jornais,
suas vozes se alteram conforme a sua história,
eu se não falha a memória, elas nunca existiram,
Sentimentalismo barato, se ao menos fosse verdadeiro,
só não se abale pelo desespero,
talvez ninguém mais possa te socorrer,
o melhor mesmo é correr, se afastar,
deixa estar, o mundo gira, põe as coisas no lugar,
mas se acaso não mudar é porque já estão onde deveriam estar.




'Confiança é como vidro, quando quebra não há o que faça ficar tudo de volta no lugar'

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Tchau!

"É bem mais justo escrever uma história sorrindo e acreditar
que pode ser, do que seguir no caminho triste sem pensar em reescrever!" - L.F






Bom, meu blog anda meio abandonado ultimamente. Vou explicar, é a falta de tempo, ou a falta de criatividade também. Minha cabeça anda a mil comtantas outras coisas que acabei por deixar o meu melhor espaço 'largado', pretendo escrever algo bom logo *-*
Estou aprendendo a me entender, há dias em que a inspiração vem e o tempo não colabora, e vice-versa, porém preciso de 'motivos' que me façam querer expressar tudo que sinto, traduzir em palavras o que é incompreensível, tentar ao menos.
Bem, tá aí o final do semestre, faculdade me consumindo e me deixando exaustivamente cansada, porém só falta 6 meses bem dizer. Logo logo isso termina, ou começa de vez *-*
Prometo sempre vir aqui com idéias boas, ou pra desabafar de vez em quando, isso não é uma despedida, é talvez uma 'explicação' coerente pra um eventual sumiço.
beeeijo :*

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

.

Uma conversa evitada,
uma guerra travada.
Deixamos nos vencer pela rotina,
e assim fizemo-nos reféns do silêncio
por pura falta de interesse.
A cor tão pura desbotou,
o violão desafinou,
a canção não tocou
e nós, nós nos perdemos no tempo.
Um solo, um refrão
o mesmo silêncio, copo na mão
olhar no chão.
Nem fez mais sentido, porque evitamos sentir,
assim optamos por ser,
apenas vivendo, em mais nada crendo,
Mais uma dose do veneno,
veneno diário pra não monotonizar a rotina,
não mais do que insiste em ser.
A solidão se vai, assim como veio,
do esquecimento o receio,
e o desprazer de assim ver algo verdadeiro desfazer.
As pessoas vem, vão
igual acontece com a solidão,
Insanos momentos de desistência
transformam a vontade em paciência.
Deixado de lado a chance de manter-se unidos
que destino impregnante,
sonhar com o surreal,
acordar e dar de cara com o 'natural',
Apenas um desfecho, sem nexo
talvez complexo demais pra se entender,
mas e daí se costumo dizer
se é complexo deixa ser,
quanto mais complexo maior o prazer.

Tão Perto!

Poemas, versos e um livro,
todos deixados de lado, esquecidos.
Esperei por tanto tempo, tanto que nem sei dizer,
Suportei com tanta força, mas me fez ceder.
Amanhã eu vou sair por aí,
vou viver de sonhos e sonhar com a vida que eu levava,
Eu vou cantar os versos que decorei e nunca cantei.
Roupa limpa e no rosto um sorriso aberto,
Deixar a leveza da brisa bater e me carregar,
vou caminhar descalça na areia molhada
deixar meus passos marcados por lá também,
Sei que as marcas ficam, deixo as lembranças ficarem também,
Sigo sozinha nesse emaranhado de sonhos
e busco sonhar com alguém.
Tao longe, tão perto
Futuro incerto, o incerto que eu quero pra mim.


~

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Hoje!

Hoje eu parei de escrever meu livro, aquele de que tanto falava,
laguei minhas espadas no chão,
hoje até o sol preferiu se esconder do que brilhar tímido,
Hoje as pessoas aqui viraram máquinas,
ninguém falou, ninguém ao menos questionou, somente agindo por impulso, rotina talvez.
Hoje o som que eu ouço é diferente,
as lentes embaçadas dos meus óculos distorcem as pessoas, ou as torna o que eu não enxergava antes.
Hoje eu acordei querendo dormir mais ainda, querendo fugir dessa sexta-feira, querendo sonhar que ainda é ontem.
Hoje me deram certeza do tempo que não tenho,
Hoje eu vou caminhar bem devagar e admirar cada folha caída no chão,
Hoje vou ter cautela, cuidar com as pessoas, detalhes e palavras.
Hoje eu vou ser detalhista e arquivar no meu íntimo os sentimentos mais inesperados que me invadiram.
Hoje por fim eu vou fechar os olhos sem me preocupar com o horário amanhã, sem esperar nada além de acordar.
Hoje eu não vou pensar em mais nada, dizem que quem pensa demais envelhece precocemente.
Hoje eu vou sair de fininho e quem sabe me mandar.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Taking Over Me [.♪.]

.Você não lembra de mim, Mas eu lembro de você
Eu perdia o sono e me esforçava para não pensar em você
Mas quem pode escolher o que sonha?
E eu sonho...

Eu acredito em você
Desistiria de tudo só para reencontrar você
Eu tenho de estar com você, para viver, para respirar
Você está assumindo o controle sobre mim

Você esqueceu tudo que eu sei
E tudo que nós passamos?
Você me viu lamentando meu amor por você
E tocou minha mão
Eu soube então que você me amava

Eu acredito em você
Desistiria de tudo só para encontrar você
Eu tenho de estar com você, para viver, para respirar
Você está assumindo o controle sobre mim

Eu olho no espelho e vejo teu rosto
Se eu olhar fundo o bastante.
Há tanta coisa dentro de você,
Exatamente como você, está assumindo o controle.

Eu acredito em você
Desistiria de tudo só para reencontrar você
Eu tenho de estar com você, para viver, para respirar
Você está assumindo o controle sobre mim



Evanescence - Taking Over Me

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Memórias...(♪)

Ela estava sentada, jogada em sua poltrona, com os pés levantados, estava exausta, há tempos se culpava da dor que a prendia.
Ao seu lado, na mesinha, haviam alguns livros, cds e por fim cartas, deviam ser três ou quatro, todas abertas, meio amassadas e amareladas. Uma música calma e tocante a fazia lembrar do que ela tentava esquecer todos os dias, tentativa fracassada, a posição do seu corpo esticado naquela poltrona indicava isso, fracasso, e com as mãos sobre os olhos secava as lágrimas involuntárias e juntava as melhores lembranças pra tentar apagá-las por um tempo somente o tempo de se recompor e estar viva de volta.
No tapete branco as marcas que seu all star sujo deixara, esse que agora estava jogado ao lado de sua bolsa em dos cantos do quarto lilás, um tanto melancólico.
Seu gato no tapete a observava, parecia entender o que se passava e sem fazer nenhum barulho pulou em seu colo e deitou-se confortavelmente sem tirar o olhar do rosto da dona, ela parecia nem ter notado sua presença, permaneceu com as mãos nos olhos, respirando com dificuldade, seu ar parecia estar esgotando. Parou de respirar por alguns segundos, em seguida suspirou fundo como se houvesse descarregado um fardo muito pesado, com uma das mãos afagou carinhosamente o gato, reconheceu a sua preocupação com a tristeza que ela transparecia.
Assim que percebeu que o gato havia dormido colocou-o em sua cama e dirigiu-se até o guarda-roupas. Dali tirou uma pequena caixa rosa, embrulhada em um papel cintilante, abriu-a e tirou de lá uma pequena agenda com capa preta e algumas anotações, abriu na última página, sentou-se novamente na poltrona e começou a ler em voz baixa, quase como um sussurro cada palavra, seguidamente emudeceu, de seus lábios surgiu um sorriso tímido, deitou a cabeça no encosto da poltrona e permaneceu por alguns minutos, levantou-se guardou a velha agenda de volta na caixa e foi sorrindo deitar-se. Afagou, novamente o gato sorrindo a ele.
E assim com o barulho do vento frio lá fora e o som daquela canção marcante fechou seus olhos e dormiu com a certeza de que iria ser diferente sua história enquanto sonhasse. E a música seguia baixinho, fazendo com que o sono da menina e do gato se tornasse mais agradável .
['pois que seja fraqueza então...' ♪]



A alegria que me da isso vai sem eu dizer (♪)